segunda-feira, 7 de julho de 2008

MANUAL DE TREINAMENTO EM NATAÇÃO DE RESGATE, SALVAMENTO AQUÁTICO E SOCORRISMO

VOLUME 1
Autor: GUAIANO, Osni Pinto

INTRODUÇÃO

Vivemos num Planeta áqüeo no qual a Natação de Resgate vem se tornando a principal fronteira no campo da investigação, desenvolvimento e inovação em salvamento e socorrismo. Neste contexto, o impacto do afogamento no setor saúde pode ser estudado por várias fontes, mas nenhuma delas totalmente completa e correta. A gravidade do problema não está só na alta mortalidade que produz. É importante considerar que para cada caso mortal relacionado com o afogamento, há número bem maior de resgates com lesões em graus variáveis.

Este trabalho tem como meta unir forças e não somente ampliar o conhecimento, mas também expandi-lo entre a Sociedade. Com isso, colaborar para prevenir e diminuir do alto índice de acidentes e mortes por afogamento. Dentre os objetivos deste trabalho está a atualização profissional e educacional, para deste modo ampliar a prevenção do afogamento e assim diminuir o número de acidentes no meio aquático. Portanto, aperfeiçoar a saúde e a qualidade de vida. Porque, o cidadão atualizado pelo processo de educação poderá vir a desenvolver cultura na sociedade e assim, contribuir para o controle do afogamento.

O objetivo deste manual é divulgar a natação de resgate e com isso indicar o que existe de mais moderno sobre o assunto em outros países, mas que no Brasil é inédito. Ele resume a nossa preocupação com a questão do afogamento, pois em relação à prevenção deste tipo de ocorrência está correto dizer que ainda somos minoria no Brasil.

A proposta é apresentar temas, conteúdos e habilidades necessárias para incrementar as aulas de natação e assim, ampliar a informação sobre a prevenção e o salvamento de vidas humanas na água। Assim, neste primeiro volume, buscamos estabelecer e divulgar quatro modalidades do salvamento aquático, as quais têm grande abrangência em países como Austrália, Espanha, África do Sul, Portugal, Itália, Japão e muitos outros. Queremos com isso evoluir em relação a conceitos de prevenção de acidentes aquáticos, mediante a natação de resgate, o que pensamos ser importante veículo educacional, que poderá suscitar futuras e significativas investigações e constatações.A natação de resgate é uma ferramenta de cunho social fortíssimo, educadora, promove a melhora das capacidades coordenativas e condicionantes, aumenta a capacidade vital, amplia a hipertrofia muscular, preveni a sarcopenia, melhorando deste modo à fisiológica geral humana. Além disso, a natação de resgate promove o desenvolvimento do sistema de controle biológico geral retardando a síndrome metabólica.

A natação de resgate é composta por dezenas de exercícios que melhoram o metabolismo humano, aprimorando o desempenho no trabalho e inclusive, fora dele, pois os conhecimentos e exercícios praticados permitem o melhor relacionamento interpessoal।

O termo natação de resgate tem outras aceitações, as quais são entendidas no âmbito profissional, humanitário, educativo e desportivo, e cada vez mais são estudadas e analisadas pela sociedade do conhecimento.Queremos, por meio deste singelo manual, manifestar ações de controle do afogamento e com isso, atrair maior número de jovens, encorajar e desenvolver técnicas de salvamento e socorrismo, além de manter e melhorar a imagem do resgate no meio aquático no Brasil.

A natação de resgate, o salvamento e o socorrismo surgem como propostas plenamente vinculadas à educação e, sobretudo a educação para a vida, a formação de cidadãos em geral e a educação para a saúde em particular।Supomos que pela natação de resgate podemos aperfeiçoar o indivíduo, assegurando-lhe diversão e formação. Enfim, cabe a nós, cidadãos de bem, não esmorecer. Trabalhar duro, não desistir de divulgar meios de como reconhecer, prevenir e agir na presença do afogamento, pois isto é mais que necessário, é um dever cívico! Afinal, cidadania é se preocupar com o bem-estar de todos, é estar pronto para ajudar a todo momento, é promover a saúde e o espírito de colaboração.

1 EQUIPAMENTOS

1.1 Manequim de salvamento
O manequim é um equipamento para treinamento e competição em simulados de resgate e remoções (primeiros socorros). O manequim é fabricado no sistema de rotomoldagem. Confeccionado em polietileno atóxico de alta densidade e resistência. Sua cor predominante é o laranja, altura de entorno de um metro e peso de aproximadamente quatro quilos. Sua circunferência na base é de 90 cm, no meio 79,5 cm, nos ombros 47 cm e na cabeça 59 cm. Este equipamento é hermético e pode ser nivelado por meio de água (lastro).

Possui quatro entradas e saídas de água, que são projetadas por quatro peças especiais com roscas helicoidais, com função de abertura e fechamento. O manequim é acompanhado por uma bolsa de acondicionamento com alças e telas para a saída de líquidos.

Enfim, o manequim simula uma vítima inconsciente e é usado por profissionais e alunos nas mais variadas formas de salvamento e socorrismo।
1.2 Tubo de resgate
O Tubo de resgate foi projetado e construído para prática de natação de resgate e salvamento em geral. Ele possui 900 mm de comprimento e 140 mm de largura; tem 85 mm de espessura e pesa 0,685 kg; com capacidade de flutuabilidade de até 165 kg, pode ser encontrado nas cores vermelha, amarela e laranja.

O tubo de resgate é confeccionado em espuma de células fechadas obtidas a partir da expansão de uma mistura de polietileno de baixa densidade (PEBD) reticulado e etileno acetato de vinila moldada. Em uma extremidade, um cadarço de nylon de 2,5 cm de largura,com um mosquetão de alumínio e ou material resistente. Na outra extremidade, duas argolas que possibilitam o fechamento do salva vidas em tono do manequim (vítima), fazendo o papel de cinto.
Uma corda de polietileno bicolor, aproximadamente com 2600 mm de comprimento। A sua função é ligar o tubo de resgate a um suspensório feito com cadarço de nylon de 50 mm de largura, servindo para ser preso ao corpo do socorrista.

1.3 Nadadeira de salvamento
As nadadeiras são pecas indispensáveis para o desenvolvimento da pernada na natação de resgate. Elas fortalecem a musculatura das pernas. Desenvolvidas em borracha maleável e em design moderno e inovador, proporcionam o máximo em conforto, eficiência e durabilidade.

As nadadeiras, quando não estiverem sendo usadas, não devem ser deixadas ao sol ou calor intenso. Recomenda-se lavar as nadadeiras em água doce e corrente, após o uso e secá-las bem antes de guardar, fora da embalagem e em lugar arejado, seco e fresco.

1.4 Cinto ou suspensório de salvamento
O cinto ou suspensório de salvamento é desenvolvido em fita plana não rígida. Contém uma argola fixa de aço inoxidável e um fecho em nylon. A corda sintética, que acompanha o equipamento, possui uma mola mosquetão numa de suas extremidades. Tem cerca de 30 metros de comprimento e 5 mm de espessura.
Este conjunto destinado à natação de resgate não possui elementos capazes de provocar lesões.


2 NATAÇÃO DE RESGATE

2.1 50 metros – socorrista / INDIVIDUAL
Após o sinal acústico de saída o nadador de resgate mergulha, nada 25 metros estilo livre com nadadeiras e tubo de resgate, toca a parede de virada, prende o clip do tubo de resgate dentro da linha de 5 metros da parede, e nada até a chegada completando os 50 metros. O competidor pode recuperar sua(s) nadadeira(s), se caso as perder durante a prova.

O nadador de resgate não pode ser ajudado por qualquer elemento da piscina, por exemplo, demarcadores de área, corda, escadas e outros. Não pode atar o clip do tubo de resgate fora da linha dos 5 metros desde a parede de virada. Não pode tocar a parede de chegada sem que o tubo de resgate tenha o clip enganchado. Não pode deixar de tocar a parede na virada.
2.1.1 Equipamentos
Nadadeiras e tubo de resgate.

2.2 Revezamento 4 x 25 metros - arraste do manequim
Esta modalidade é realizada por quatro nadadores de resgate que se revezam entre si durante o reboque do manequim, aproximadamente 25 metros cada um. O início se dá com o nadador de resgate dentro d’água. Seguro ao manequim de salvamento com uma das mãos e, com a outra mão, seguro a parede ou bloco de saída da piscina. Durante toda a duração desta modalidade a face do manequim deverá ser mantida fora d’água. Após o sinal acústico de saída o nadador de resgate reboca aproximadamente 25 metros, toca a parede e passa o manequim ao segundo nadador e assim sucessivamente até o quarto nadador, o qual finalizará a prova.

O nadador que está rebocando não pode soltar o manequim até que o seguinte nadador o tenha agarrado. Todos os nadadores de resgate deverão esperar a chegada do manequim com uma das mãos na borda e mantê-la segura durante o recebimento do manequim.

O nadador de resgate não pode afundar a face do manequim na água durante o trajeto ou troca. Não pode ser ajudado por qualquer elemento da piscina, por exemplo, os demarcadores de áreas, escadas e outros. Não pode soltar o manequim antes de efetuar a troca. Não pode soltar o manequim antes de tocar a parede de chegada. Não pode deixar de tocar a parede de virada.

2.2.1 Equipamento
Manequim de resgate

2.3 Revezamento 4 x 25 metros - salvamento com tubo de resgate
Esta modalidade é realizada por quatro nadadores de resgate. O primeiro nadará 25 metros estilo livre sem nadadeiras. Após haver tocado a parede de virada, o segundo nadador mergulha na água e nada outros 25 metros estilo livre com nadadeiras e toca na parede oposta. O terceiro nadador nada outros 25 metros estilo livre, com tubo de resgate, toca a parede de virada e passa o tubo de resgate ao quarto e último nadador, que está com nadadeiras na água aguardando num dos lados da raia, com pelo menos uma das mãos na parede de virada. O terceiro nadador, fazendo então papel de vítima, agarrará o tubo de resgate com ambas as mãos. Desta maneira, será trasladado pelo quarto competidor que nadará estilo livre até a chegada. O terceiro nadador (vítima) poderá ajudar com batimentos de perna enquanto é trasladado. Não é permitido qualquer outro auxílio.

Após a saída, se o nadador perder sua(s) nadadeira(s), poderá continuar seu deslocamento. É permitido que recupere sua(s) nadadeira(s), mas não será permitido realizar nova saída em outra série. A pegada no tubo de resgate realizada pela vítima deve efetuar-se com as mãos no corpo do tubo de resgate e não na corda ou clip.

Não é permitido a qualquer nadador começar antes que o seu antecessor toque a parede. A “vítima” não pode auxiliar com movimentos dos braços. A “vitima” deve agarrar o tubo de resgate com as duas mãos antes de cruzar a linha de 5 metros da área de pegada e não depois. A “vítima” não pode perder o tubo de resgate após cruzar a linha de 5 metros. O nadador não pode realizar dois ou mais revezamentos na mesma modalidade, excluindo o terceiro nadador que atuará como vítima.

2.3.1 Equipamento
Tubo de resgate e nadadeiras.

2.4 50 metros - resgate com cintos ou suspensórios de salvamento
Esta modalidade é realizada por quatro competidores, dos quais um fará papel de vítima, um de nadador resgatista, que nadará 25 metros estilo livre atado a um cinto de salvamento e os dois outros socorristas puxarão os companheiros pelos suspensórios, 25 metros até a borda de chegada.Os dois participantes que se encontram na borda da piscina e que dispõem de área de atuação de três metros de comprimento por dois de largura (3 x 2), no prolongamento de sua raia de competição, podem utilizar calçado desportivo com solado antiderrapante.

O nadador que estiver participando como vítima ao sinal se posicionará dentro d’água e ficará de costas para a largada, seguro a borda da piscina com ambas as mãos.

Ao comando, o nadador de resgate que usará o cinto de salvamento se colocará de pé. Ao sinal de - preparados / nas suas marcas - se aparelhará e tomará lugar para a largada. Ao sinal de saída se lançará na água e nadará até a “vítima”, do outro lado da piscina, que de costas estará seguro a borda. O socorrista pegará a vítima pelas axilas e serão, ambos, rebocados pelos outros companheiros que permaneceram fora da piscina, mediante tração da corda atada ao cinto de salvamento. Ao chegarem, o nadador resgatista tem de tocar a parede com qualquer parte do corpo ou com pelo menos uma das mãos, seguro ao sujeito “afogado”.

A “vítima” não pode soltar da borda antes de ser resgatada. Os resgatistas que estão fora da piscina não podem sair da zona de tração. Não se pode soltar a vítima antes de tocar a borda de chegada. Caso durante o resgate a vítima se soltar o nadador resgatista tem que retornar para pegá-la. A “vítima” não pode nadar seja em qualquer momento da prova. O resgatista não pode trasladar a vítima com uma ou ambas as mãos na garganta, boca ou nariz da vítima.

2.4.1 Equipamento
Suspensórios de salvamento.

3 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
. Aquatic Rescue Sport Book of the International Life Saving Federation;
. Manual de Salvamento Acuático Deportivo de la Federación Española de Salvamento y Socorrismo;
. Manual de Salvamento Aquático Desportivo da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático.

Um comentário:

meu disse...

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