terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Os guarda-vidas (e bombeiros militares) e policias militares do Brasil necessitam de sua ajuda.

Prezado leitor!!
Sei perfeitamente que o conteúdo que se segue não faz parte do nosso objetivo que é trabalhar para ampliar o conhecimento no campo da prevenção do afogamento. Entretanto, a desvalorização do bom serviço realizado pelos guarda-vidas (e bombeiros militares) e pela polícia militar em todo o Brasil necessita de mudança no sentido de que os governos reconheçam e valorizem ($) o serviço realizado por estas instituições tão importantes no mundo moderno.
Para o seu conhecimento a PEC 300/08 teve seu Relatório Final aprovado pela Comissão Especial, em Brasília. A PEC 300 trata de equiparar o salário de todos os guarda-vidas (e bombeiros militares) e policiais militares de todo o Brasil aos bombeiros e policiais militares do Distrito Federal.
Pensando nisso, gostaria de mobilizar a todos, todos que visitam esta página, a entrar no endereço http://www2.camara.gov.br/internet/popular/falecomdeputado.html/ e enviar mensagem para o Presidente do Congresso Nacional, o Deputado Federal Michel Themer.

Eu mesmo já fiz este procedimento e não demorou sequer 3 minutos.
Siga este roteiro:
1) Acesse o site http://www2.camara.gov.br/internet/popular/falecomdeputado.html/
2) Selecione a opção Solicitar
3) Opte pelo nome do Dep Michel Themer
4) Em comentário, cole o texto em negrito que segue abaixo

Sr Deputado Michel Temer,
Venho respeitosamente a presença de V.Exa. requerer para que coloque na pauta de votação do Congresso Nacional a PEC 300/08, lembrando que, de sua aprovação, depende não somente os Policiais Militares e Bombeiros Militares das Unidades Federadas, mas toda a sociedade brasileira.
Estaremos acompanhando o trâmite do pleito.
Muito obrigado,

A sua colaboração pode tornar melhor o serviço de guardar vidas no Brasil.
NÃO DEIXE DE PARTICIPAR DESTA EMPREITADA.
Abraço,

Prof. Osni Guaiano

sábado, 31 de outubro de 2009

SEMINARIO DE RESCATE ACUATICO

Los días 13, 14 y 15 de Noviembre, El Cuerpo de Voluntarios de Los Botes Salvavidas, realizara en conjunto con la Fundación Duoc-Uc y la Ilustre Municipalidad de Valparaíso, el Segundo Seminario de Rescate Acuático, dirigido a salvavidas de playas y piscinas, los objetivos institucionales son entregar herramientas que permitan mejorar nuestra seguridad acuática en nuestro litoral, además de ir desarrollando un profesional del área nos permite intercambiar experiencias `profesionales que ayudan en la seguridad, en esta ocasión se contara con los instructores de nivel internacional Srs. David Peresenda de Argentina y Osni Guaiano de Brasil, expertos de reconocida trayectoria en la materia.
Más Informaciones:
http://www.botesalvavidas.cl/ o secretaria@botresalvavidas.cl

sábado, 15 de agosto de 2009

O Brasil carece de ações político-culturais de prevenção do afogamento.

A Região Sudeste agregou 28% da mortalidade por afogamento e submersões acidentais no Brasil। O Estado da Bahia contribuiu com 8.17% dos óbitos (1996-2007) (SIM/MS). Na Bahia encontra-se o Município de Entre Rios que possui 44,5 mil habitantes (IBGE – 2009). Com área de 1.235,821 km2 sua densidade é de 32.79 habitantes para cada km2. O território de Entre Rios contém a Praia da Barra do Rio Sauípe, a Praia da Barra do Rio Subaúma, a Praia de Massarandupió, a Praia de Naturismo de Massarandupió, a Praia de Porto do Sauípe e a Praia de Subaúma. A Praia de Subaúma é uma das praias mais famosas da costa dos Coqueiros. Ela está localizada na Linha Verde, a 119 quilômetros a nordeste de Salvador. Porto do Sauipe é uma praia com moderno complexo hoteleiro, os maiores e mais luxuosos da América Latina. Nosso objetivo é apontar que para cada caso mortal de afogamento existe "dezenas” de ocorrências em graus variáveis, o que sugere importância ao fato de que é necessário guarnecer as praias do litoral do Município de Entre Rios e do Brasil a fora. No dia 24 JUL 2009, fomos informados pela CIPASS de que a Prefeitura de Entre Rios teria demitido os 20 (vinte) Salva-Vidas (GUARDA-VIDAS) que foram contratados no mês de fevereiro deste ano, para serviço de guarda-vidas na Praia de Subauma (10) e na Praia de Porto de Sauípe (10). Mediante o voluntariado, HERÓIS ANÔNIMOS teriam realizado vários resgates na região. 28 pessoas teriam sido socorridas na Praia de Porto de Sauípe. Quatro foram salvas na Praia da Barra no dia 22 JUL 2009. A intrépida ação destes homens teria resgatado uma família inteira do perigo de morrer por afogamento. Hoje, mais uma vez, recebemos pela CIPASS a informação de que a Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, da Prefeitura de Entre Rios, teria contratado 06 guarda-vidas para a Praia de Subauma e 05 para a Praia de Porto de Sauípe।
Enfim, na presente realidade a segurança é ainda um bem que contribui significativamente para o bem-estar humano, haja vista o importante papel dos guarda-vidas (HERÓIS ANÔNIMOS) nas praias do Município de Entre Rios.

Parabéns ao voluntariado desta região.
Abraço,

quarta-feira, 8 de julho de 2009

O CLIMA ESTÁ MUDANDO. E RÁPIDO!

Durante o ano passado, quase qualquer cidadão do mundo foi avisado de que se o aquecimento global exceder 2ºC, a humanidade entrará em terreno 'desconhecido e perigoso'. Pode soar um pouco assustador, mas o fato é que se trata de um alerta baseado nos dados do 4º Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês). O limite dos 2ºC se tornou referência para campanhas de ONGs e até serviu de base para os negociadores na última Conferência do Clima em Bali, quando foram criadas as raízes para um futuro acordo climático (o chamado pós-Kyoto).
Mas agora, nos corredores do pavilhão de exposições de Poznan, onde ocorre, até sábado, mais uma rodada de negociações das Nações Unidas sobre o clima, as coisas parecem estar mudando; pelo menos do ponto de vista dos cientistas. A meta de 2ºC pode não ser suficiente para interromper os piores efeitos da mudança climática, como secas e chuvas devastadoras.
Martin Parry, chefe do Departamento de Ciências Ambientais do Imperial College (Londres), que foi o vice-presidente do grupo sobre impactos do aquecimento no IPCC, tem circulado um artigo científíco na conferência, alertando sobre os riscos de não agir agora. Entítulado “As consequências de atrasar ações sobre mudanças climáticas”, seu paper sustenta que as atuais propostas para a redução das emissões de carbono são permissivas a respeito de impactos sobre o homem e a natureza.
“Nós deveríamos estar pensando em algo como 1,5ºC ou até mesmo menos, como aumento máximo”, diz Parry. Em seu artigo, o membro do IPCC demonstra que permitir uma elevação de 2ºC na temperatura global representa, entre outras coisas, que entre 1 bilhão e 2 bilhões de pessoas sofrerão com problemas de suprimento de água. Ou haverá um incremento na extinção de anfíbios e uma drástica queda na produção de cereais. A necessidade de se repensar qual é o grau de aquecimento que os ecossistemas poderão suportar fica mais evidente diante de novos dados científicos lançados após o relatório do IPCC. Artigos publicados em 2008 revelam que a capacidade dos oceanos em absorver gás carbonico (CO2) está caindo. Os mares são o principal sorvedouro de CO2, mas eles parecem estar saturados.
Para Martin Parry, o Planeta está mudando numa velocidade bem mais rápida do que tinham previsto os cientistas no IPCC em 2007. E isso ocorre apenas com uma elevação de 0,6ºC na temperatura do globo nos últimos 50 anos. O pesquisador afirma que 2008 pode ter sido o ano em que presenciamos a primeira crise criada pelo aquecimento global: a crise alimentar. A longa seca na Austrália, ele observa, quebrou a safra de trigo que alimenta 15% do mercado mundial de cereais.
O fim da Groelândia
O professor do Imperial College não está sozinho em alertar que o clima muda rapidamente. Em Poznan, cientistas do Instituto para Mudanças Climáticas de Potsdam apresentaram novos modelos indicando que o limite de 2ºC também pode ser muito alto para as geleiras. Isso é especialmente verdade para as camadas de gelo da Groelândia e Antártica. O doutor Bill Hare, do Potsdam Institute, revelou em seu painel “Novas revelações sobre as camadas de gelo após o relatório do IPCC”, que um aumento de 1,5ºC na temperatura global seria suficiente para derreter toda a cobertura da Groelândia. Se isso de fato acontecer, o aumento do nível dos mares deve ser maior do que aquele projetado pelo IPCC em 2007 (1 a 4 metros).
Hare reconhece que não há modelos confiavéis para se prever o impacto do derretimento das geleiras no nível dos oceanos, mas é possível afirmar que, para evitar que a elevação dos mares ultrapasse 0,5 metros até final deste século, é preciso propor reduções de emissão de gases de efeito estufa mais audaciosas do que aquelas delineadas pelo IPCC.
Neste ponto, os maiores climatologistas do mundo estão rachados. O IPCC afirmou em seu relatório que para estabilizar o aumento da temperatura do globo em algo próximo a 2ºC seria preciso ter uma redução das emissões nos países desenvolvidos entre 25% e 40% sobre os níveis de 1990 até 2020. Ainda assim, o chefe do IPCC, Rajendra Pachauri, afirma que o IPCC nunca propôs uma meta de 2ºC, foi apenas uma indicação com base científica. “Foi a União Européia que se apegou a isto”, esclarece.
Pachauri diz que no próximo relatório do IPCC, que sairá apenas em 2014, é possível que os indicativos sobre a temperatura limite sejam trazidos para um nível mais baixo. A dúvida é se isso não seria tarde demais frente ao rápido derretimento das geleiras. “Com muita franqueza, não temos base científica para afirmar isso agora (o aceleramento do derretimento das geleiras)”, pontua o chefe do IPCC. De toda forma, ele pondera: os dados contidos no 4º Relatório já são assustadores o suficiente para despertar um comportamento “avesso ao risco” nos governos que estão na Convenção do Clima.
Nas salas de negociação
Mas a falta de ação nas salas de negociação é o que preocupa os pesquisadores na conferência da ONU. Até agora o que foi colocado na mesa em Poznan é insuficiente para atender até mesmo o que o IPCC tem pedido. A indicação mais forte é da Europa, de que aceita metas de 20% em 2020, mas ainda abaixo da faixa de 25% a 40%. Além disso, o bloco briga com os países do leste europeu para cortar o consumo de carvão mineral (Leia matéria " Carvão: um beco sem saída? ").
Já o futuro presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, mandou recados informais aos delegados da Convenção do Clima que seu governo estará disposto a reduzir emissões a um ritmo para que os níveis de 2020 sejam iguais aos de 1990. É pouco, muito pouco.
Em Poznan, as delegações das pequenas ilhas (aquelas que correm maior risco de desaparecer com o aumento do nível dos mares), com o apoio do Brasil, foram as que mais vocalizaram a necessidade de se pensar em um limite menor para o aumento da temperatura do planeta. No entanto, as propostas numéricas, ou o tamanho exato das metas, só serão resolvidas em 2009, na Conferência de Copenhague. Até lá, é provável que mais evidência científica mostre o quão profunda é a crise climática. Por isso, o chefe das negociações pelo Brasil, Luis Alberto Figueiredo Machado, do Itamaraty, defende que o acordo que se espera para o ano que vem deva ser um documento flexível para incorporar as novas descobertas científicas. “Se precisarmos um nível de ação mais elevado, que é o que parece que ocorrerá, não podemos engessar o acordo”, explica o diplomata.
Eliot Diringer, pesquisador do Pew Center on Climate Change, concorda। É melhor ter um acordo que leve a uma ação rápida por todos os países, incluindo os Estados Unidos. A dúvida é se será possível ter consenso suficiente para ter metas tão ambiciosas, inclusive para garantir que o aumento temperatura não alcance os 2ºC. “Tenho minhas dúvidas”, lamenta Diringer


Na sequência, por Osni Guaiano:
Muitos são os trabalhos e alertas da comunidade científica sobre os problemas gerados pela atual experiência climática global e as evidências estão por toda a parte.
Pensando em todos estes fatos há perguntas que não param de ecoar:
- Como minimizar os riscos para os guarda-vidas que trabalham nas regiões costeiras?
- Como ampliar a proteção do meio ambiente nas áreas litorâneas?
- Como tornar menor os índices de afogamento, principalmente na porção sul da costa sul-americana do Oceano Atlântico, já que freqüentemente esta região sofre a influência de sistemas meteorológicos de escala sinótica, os quais podem induzir perturbações significativas no oceano? (Maiores informações visite: http://www.mares.io.usp.br/aagn/ind.html)
- Como proteger a vida da população banhista que diariamente fica exposta as intempéries climáticas e oceanográficas?
- Que fatos ainda teremos que aguardar para que sejam tomadas providências?
- Será que a convergência de fatos não torna ainda mais necessário que a educação preventiva seja massificada na população desde a infância? (Veja este exemplo: PROJETO SURF: Uma proposta educacional através do esporte prevenindo acidentes no mar)
- Será que realmente autuar infrações a banhistas que desrespeitam o sistema de informação por bandeiras contribuiria para diminuir o número de afogamentos nas regiões costeiras? (Para maior conhecimento leia: PREVENÇÃO DO AFOGAMENTO: Será que multas podem tornar as praias brasileiras mais seguras?)
Enfim, a constituição da República Federativa do Brasil é clara e objetiva ao citar que a segurança e o bem-estar são elementos importantes para o desenvolvimento de um país. O direito à vida é item inviolável. Reduzir os riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança é direito de todo trabalhador, tanto rural quanto urbano.

Pense nisso!!

Fonte do texto: http://www.oeco.com.br/reportagens/37-reportagens/20508-o-clima-esta-mudando-e-rapido

segunda-feira, 1 de junho de 2009

PROJETO SURF: UMA PROPOSTA EDUCACIONAL ATRAVÉS DO ESPORTE PREVENINDO ACIDENTES NO MAR

Autores: Anelise B. Gamba[1]; Alysson Lang; Gustavo Leipnitz; Luiz A. Meneghelli; Rodrigo Mainieri; Mário Martins Neto
Secretaria Municipal de Educação de Balneário Camboriú / SC

Estudos indicam que a existência do afogamento entre crianças e jovens é fato estabelecido, tornando necessárias medidas educacionais na infância. Há consenso entre inúmeros pesquisadores de que a prevenção necessita ser entendida como parte integrante do processo de formação do cidadão. O que importa é o desenvolvimento educacional das crianças, as quais, em condições ideais, podem contribuir de forma significativa para mudança de comportamento social, portanto, a reflexão da educação para a saúde deve se fazer presente nos ambientes escolares e projetos extraclasses. A proposta do Projeto Surf (PS) é oportunizar a aprendizagem da modalidade de identidade do Município, oferecendo equipamentos essenciais à prática, e ensinar aos alunos como reconhecer, prevenir e agir diante dos perigos no mar, e com isso ampliar a prevenção dos acidentes. Esta investigação é em parte descritiva e também interpretativa, pois queremos observar o resultado da aplicação de um questionário, 30 dias após o ínício do PS. Examinamos a bibliografia e dados da Secretaria Municipal de Educação de Balneário Camboriú (SEDUC). Os dados coletados foram tratados com ajuda do software Microsoft Excel. Na atualidade, a SEDUC contém 15329 alunos matriculados, 62,82% estão no Ensino Fundamental, 5,97% no CEJA e 31,31% na Educação Infantil. Dos registros na SEDUC, 1,62% estão inscritos no PS. Nossa amostra contém (n=177) sujeitos matriculados no PS, com idade média de 11,17 anos, sendo 67,80% meninos e 32,20% meninas. Dos participantes, 28,25% afirmaram que a corrente de retorno se caracteriza pela menor quantidade de espuma e de ondas. Quanto aos sinais de emergência, 76,27% asseguraram que, dentro da água, elevar o braço acima da cabeça indica pedido de socorro imediato. Em relação a costa de Balneário Camboriú, 59,32% certificaram que a praia é rasa. Sobre a prancha de surf, o brinquedo, 45,20% garantiram que as triquilhas (5.11 e 6.2) são as mais indicadas para iniciação do surf. Perguntado sobre quem é considerado o pai do surf, 35,59% confirmaram Duke Kahanamoku. Estes resultados são parciais na apreensão dos conhecimentos aplicados nas aulas do PS, sendo prematuro afirmar que o PS diminua os acidentes no mar. Do mesmo modo, com o envolvimento dos profissionais de Educação Física diversificando técnicas da cultura corporal de movimento na água, é o Projeto Surf um instrumento facilitador que dissemina a prevenção de acidentes no meio aquático e amplia a autonomia da criança. Para o jovem surfista vai se construíndo a consciência quanto a ajudar pessoas em risco de afogamento, utilizando-se dos elementos do surf no salvamento aquático. A segurança na água é tão importante quanto a segurança no trânsito, segurança pessoal contra a violência, pois o lazer do nosso povo está nas praias e piscinas e o homem por si só não garante a humanização desses espaços.

Palavras-chave:
surf – educação – esporte – prevenção – afogamento.

Fonte:
GAMBA, A et। al. Projeto surf: uma proposta educacional através do esporte prevenindo acidentes no mar. In: Congresso Científico do 8º Fórum Internacional de Esportes, 6., 2009, Florianópolis. Anais. Florianópolis: UNESPORTE, 2009. P. 28.

[1] Prefeitura Municipal de Balneário Camboriú / Coordenação de Ed. Física/SEDUC Balneário Camboriú - SC - Brasil. E.mail: ab.gamba@uol.com.br

PREVENÇÃO DO AFOGAMENTO: Será que multas podem tornar as praias brasileiras mais seguras?

Autor: Osni Guaiano
Grupo de Investigação em Atividades Aquáticas e Socorrismo da Universidade de A Coruña
Projeto ÁGUA LIMPA / Brasil

Toda pessoa tem direito de gozar pública e livremente das praias, pela utilização racional e sustentável, pela ordem à segurança e proteção do meio ambiente। No Brasil, de 1996 à 2006, ocorreu 69901 mortes por afogamento, cerca de 39% em águas naturais, incluindo com isso as praias do nosso litoral। Os sistemas organizados de proteção aos banhistas utilizam bandeiras como forma de sinalizar e habilitar ou não o banho de mar (bandeira verde banho liberado, amarela banho com restrição e vermelha banho proibido). Mas, será que este tipo de informação é suficiente para que os banhistas respeitem as condições do mar ou são necessárias intervenções mais severas para conter o alto indice de afogamentos nas praias brasileiras? O objetivo deste trabalho é investigar a opinião da sociedade sobre a utilização de multa para os banhistas que desrespeitam o sistema de advertência por bandeiras e se comportam inadequadamente nas praias. Esta pesquisa é em parte descritiva e também interpretativa, pois queremos observar que efeito tem a nossa investigação, ao divulgarmos no Brasil o regulamento para o uso das praias do Municipio de Gangas, Espanha. Examinamos a bibliografia, dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde (MS) e a “Ordenanza de uso e disfrute das praias do Término Municipal de Cangas”. Os dados coletados foram tratados com ajuda do software Microsoft Excel. Pela internet realizamos uma enquête com cinco segmentos distintos da sociedade e recebemos (n=133) respostas. Da amostra, 82,71% eram homens e 17,29% mulheres. Das respostas, 24,81% pertencem a CIPASS, 6,77% a comunidade brasileira dos surfistas de peito, 18,80% são de profissionais liberais, 17,29% são dos guarda-vidas do Estado do Rio de Janeiro e 32,33% de guardiões de piscina. Dos participantes, 73,68% assinalaram que multar banhistas que desrespeitam o sistema de advertência por bandeiras e se comportam inadequadamente nas praias pode contribuir para tornar menor o número de afogamentos, além de ampliar a proteção ao meio ambiente. Quando o objetivo é amenizar o impacto do afogamento no setor saúde parece que as medidas impopulares podem se tornar as mais eficientes. É possível que os banhistas ao seguirem as orientações e indicações de segurança dos serviços organizados de prevenção, salvamento e socorrismo, assim como as disposições existentes dos organismos competentes, ampliem o conhecimento, tornando com isso as praias mais seguras para o lazer, o que pode reforçar positivamente a imagem do Brasil no âmbito internacional. Do mesmo modo, os projetos educativos no campo da prevenção do afogamento podem contribuir para mudança de consciência social, o que poderá acarretar em alteração de comportamento e assim ampliar o respeito do homem pela natureza, além de prevenir os acidentes no meio aquático. Enfim, considerando a diferença cultural entre Espanha e Brasil é prematuro afirmar que multar os banhistas brasileiros contribuiria para diminuir o número de afogamentos nas praias, além de preservar a natureza. Portanto, se faz necessário ampliar esta investigação.

Palavras-chave: afogamento - educação – prevenção – meio ambiente

Fonte: GUAIANO, O. Prevenção do Afogamento: Será que multas podem tornar as praias brasileiras mais seguras? In: Congresso Científico do 8º Fórum Internacional de Esportes, 6., 2009, Florianópolis. Anais. Florianópolis: UNESPORTE, 2009. P. 9.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Escola municipal de surf: educação para prevenção dos acidentes no mar


O Projeto Surf foi implantado em 2006, pela Secretaria de Educação de Balneário Camboriú, que disponibilizou três professores para ministrar as aulas teóricas e práticas. A Secretaria também adquiriu 20 pranchas de surf, e todos os acessórios necessários para a prática do esporte, como roupas de neoprene, camisetas de lycra e parafina. Com o objetivo de promover a integração dos estudantes da Rede Municipal com um dos esportes mais característicos do município, o projeto já oferecia 6 turmas por dia. As turmas formadas por até 12 alunos, e as aulas, com duração de uma hora, acontecendo uma vez por semana, no contra turno das aulas regulares, e realizadas na altura da Rua 1101, próximo ao posto salva-vidas nº2, na Praia Central de Balneário Camboriú.

No dia 2 de março de 2009, o dia amanheceu movimentado na Praia Central, no local da Escolinha Municipal de Surf, onde os alunos dos Centros Educacionais Municipais, muitos deles acompanhados dos pais, faziam suas inscrições para o Projeto Surf e Petrobras Mini-Hand. As vagas foram preenchidas rapidamente, encerraram no dia 18. Aqueles que fizerem a inscrição após esta data, ficam em lista de espera.
video
No dia 24 de março, terça-feira, no período matutino (9h às 11h) e vespertino(14h às 16h), os alunos da Escola Municipal de Surf de Balneário Camboriú estiveram no CEM Ariribá, com os Professores apresentando o cronograma de aulas para o primeiro semestre escolar। As aulas que ocorrem de terça à sexta-feiras, contabilizam 288 vagas preenchidas.

Neste mesmo dia, além da apresentação do cronograma esportivo da Escola Municipal de Surf, a aula inaugural contou com a presença do Professor Osni Guaiano que abordou os temas principais de prevenção de afogamento para as crianças, fortalecendo assim a temática principal desta equipe de surf, a segurança

Com o tema “Educação para Prevenção dos Acidentes no Mar”, a Coordenação de Educação Física promoveu a palestra com a meta de oportunizar aos participantes do Projeto Surf, o conhecimento sobre os cuidados e perigos no mar, prevenindo-os de situações que envolvem o afogamento, além de conscientizar a criança e o jovem quanto aos problemas causados pela má preservação ambiental, tornando-os assim melhores cidadãos. O salvamento e o socorrismo surgem como proposta plenamente vinculada à educação, sobretudo educação para a vida.


Professores de Educação Física do Projeto Surf: Rodrigo Mainieri, Alysson Lang, Luiz Meneghelli, Gustavo Leipnitz e Mario Martins, com o Profº Osni Guaiano na palestra. (Coordenação de EF – SEDUC: Prafa. Anelise Gamba)




Aula do dia 02 de abril – conhecimentos sobre os tipos de pranchas.


segunda-feira, 13 de abril de 2009

RISCOS POTENCIAIS COSTEIROS ASSOCIADOS À SEGURANÇA DE BANHO NA PRAIA DO CASSINO, RS: ANÁLISE DE FATORES MORFODINÂMICOS E SOCIAIS

Resumo

As praias são ambientes altamente energéticos e dinâmicos, onde a cada nova condição ambiental reinante há um novo estado de equilíbrio morfodinâmico. Este dinamismo pode por em risco a segurança dos banhistas, uma vez que as novas condições morfodinâmicas podem gerar situações propícias a acidentes de banho. A praia do Cassino, RS, pode ser considerada um dos principais balneários do litoral gaúcho, uma vez que nos meses de verão atrai milhares de turistas do Brasil e América Latina. Desta forma, durante os verões 2006 e 2007 foram coletados dados morfodinâmicos, imagens do Sistema Argus e analisados dados de resgate de acidentes de banho para a praia do Cassino com o objetivo de identifcar as situações mais propícias à ocorrência deste tipo de acidente. Há registro de elevada diversidade de formas e posições de morfologias subaquosas como bancos íngremes, cavas profundas e mega‐ripples nos perfis praiais, onde também foram identificadas formação, destruição e migrações do sistema banco‐cava em curto período de tempo. Os estágios praiais intermediários foram identificados como os mais perigosos, uma vez que nestes estágios foram identificadas grandes variabilidades na morfologia subaquosa e as alturas de onda, em sua maioria, foram inferiores a 1m. Através da análise de imagens do Sistema Argus foram identificadas feições morfológicas que potencialmente desenvolvem correntes de retorno associadas à tridimensionalidade praial dos estágios morfodinâmicos intermediários. Os jovens com idades entre 6 e 25 anos moradores da própria cidade de Rio Grande foram identificados como o principal grupo de risco quanto aos acidentes de banho. Os resultados também sugerem que os acidentes de banho estão relacionados tanto com os perigos naturais quanto com a atitude dos banhistas, o que implica na necessidade de enfatizar a educação preventiva como uma maneira de reduzir o número de acidentes.

Fonte: MAIA, Natan Zambroni. Riscos potenciais costeiros associados à segurança de banho na praia do cassino, RS: análise de fatores morfodinâmicos e sociais. Rio Grande, 2008. 90f. Monografia (Graduação em Oceanologia) - Universidade Federal do Rio Grande Instituto de Oceanografia Laboratório de Oceanografia Geológica, Rio Grande, 2008.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

EPIDEMIOLOGIA DE LOS ACCIDENTES Y AHOGAMIENTOS DERIVADOS DE LAS CATÁSTROFES NATURALES, EFECTO DE LA ACTUAL EXPERIENCIA CLIMÁTICA GLOBAL (1996 – 2005)

RESUMEN

El ahogamiento es un problema que afecta a toda la sociedad internacional y que se agrava con los anegamientos e inundaciones, efecto del cambio climático global. En la actual realidad, el riesgo de ahogamiento se produce en piscinas, playas, ríos y otros ambientes acuáticos y también, en centros urbanos, en las calles, casas, túneles, garajes y coches, con el calentamiento global. Determinar el número de muertes por ahogamiento es muy complejo, ya que son muchos los casos no informados. Por cada muerte por ahogamiento existe un número mucho mayor de ocurrencias con lesiones en grados variables. En algunos episodios, la persona no muere ahogada, pero la muerte tardía llega debido a los problemas respiratorios, las infecciones adquiridas debido la aspiración de líquido, etc. La mayoría de estas muertes podrían ser evitadas en caso de que alguien, cualquier persona cercana al lugar del accidente, tuviera información sobre cómo reconocer, prevenir, e, incluso, intervenir en este tipo de casos y, además, sin correr ningún tipo de riesgo adicional.
El objetivo de este trabajo es investigar los accidentes y ahogamientos derivados de las catástrofes naturales, efecto de la actual experiencia climática global, además de sugerir programas de intervención educativa. Esta investigación es en parte descriptiva, pero también interpretativa y tiene a Brasil como punto inicial de investigación. Examinamos la bibliografía y utilizamos informaciones del Instituto Brasileño de Geografía y Estadística (IBGE); del Instituto Nacional de Meteorología (INMET) y del Sistema de Información sobre Mortalidad (SIM) del Ministerio de la Salud (MS). Los datos recogidos datan de 1996 hasta 2005 y fueran tratados con ayuda del software Microsoft Excel.
En Brasil sucedieron 63884 muertes por ahogamiento. Los fallecimientos en bañeras fueron 0,2%, en piscinas 1,5% y en aguas naturales 39,3%, en lugares especiales 2%. Las muertes No-especificadas (NE), que incluyen los ahogamientos sin otras especificaciones (SOE) y caídas dentro del agua SOE, suman 56,9% de las muertes. Las victimas de las tempestades cataclísmicas e inundaciones sumaron 0,19% de las muertes.
El impacto del ahogamiento en el sector salud puede ser estudiado por varias fuentes, pero ninguna de ellas es totalmente completa y segura. La gravedad del problema no está simplemente en la alta mortalidad que produce. Es importante considerar que por cada muerte relacionada con el ahogamiento, existe un número mucho mayor de lesiones en grados diversos. En Brasil, las muertes que ocurrieron durante el ocio, recreación y en la práctica de los deportes acuáticos podrían ser evitadas por la mejora de la información, o ampliando las medidas de prevención del ahogamiento.
El aumento de la temperatura de la atmósfera del planeta, el calentamiento global, y, como resultado, el deshielo, el aumento del nivel del mar y la ampliación de la precipitación, entre otros fenómenos, son posibles modificaciones del planeta. Si educamos a nivel medioambiental, podremos lograr disminuir los ahogamientos y accidentes, y consecuentemente la mortalidad por ahogamiento. Finalmente, los problemas de salud, no sólo en Brasil, también en la comunidad internacional, pueden agravarse, porque la lluvia en exceso, consecuencia de la actual experiencia climática global, además de cubrir el campo de daños, podrá ampliar el riesgo de las muertes por ahogamiento en las ciudades cosmopolitas.

Palabras clave: cambio climático global – accidentes – ahogamientos - educación - prevención

Fuente: Guaiano, O. & Palacios, J. (2008). Epidemiología de los accidentes y ahogamientos derivados de las catástrofes naturales, efecto de la actual experiencia climática global (1996 – 2005). Congreso Internacional “Mas allá de XX Aniversário de Bandera Azul”, 1. CD. Almonte: ADEAC-FEE