sexta-feira, 25 de abril de 2008

RECONHECER - PREVENIR - AGIR

Por: GUAIANO, Osni Pinto

Não há dúvida de que na vida humana o afogamento é um grande paradoxo, pois não existe vida sem água na forma em que conhecemos e porque somos gerados em meio líquido durante cerca de nove meses. Além disso, o afogamento apresenta índices negativos para a saúde: eleva os níveis de mortalidade; rouba anos de vida produtiva; onera os gastos com tratamento hospitalar; é responsável por seqüelas, às vezes irreversíveis.
Evidências apontam que de 1996 à 2004 cerca de 67,5 mil óbitos por afogamento ocorreram no Brasil. Estima-se que a cada ano acontecem no País em torno de 260 mil hospitalizações, mais de 1,3 milhões de resgates (788,5 / 100 mil habitantes), quase 600 vitimas NÃO ENCONTRADAS e aproximadamente 8.000 vítimas chegam ao óbito. 65% destas mortes são de crianças. O afogamento é a 2ª causa de morte entre 5 e 14 anos. 35% acontecem em água salgada, indicando que os Estados não banhados pelo mar têm o maior número relativo de óbitos por habitantes, representando locais de maior necessidade de atenção. Indicadores assinalam que a Região Sudeste possui o maior índice de mortalidade por afogamento e que o Estado de São Paulo lidera o alto índice de óbitos por afogamento no Brasil. Estima-se que em torno de 86,08% dos óbitos por afogamento de São Paulo acontecem nas cidades Não-litorâneas, principalmente no interior do Estado.

Neste sentido, prevenir o afogamento é fundamental !! Então, fique atento !!

RECONHECIMENTO - Identificar um caso de afogamento antes ou durante a sua ocorrência possibilita tomar atitudes mais precocemente. Preste mais atenção nas pessoas ao seu redor na praia ou piscina, e reconheça o banhista com potencial para o afogamento:

Fora da água - Pessoas nos extremos da idade, obesas ou com aparência cansada, alcoolizados, utilizando objetos flutuantes, turistas, imigrantes ou estranhos ao ambiente, cor da pele muito branca, ou o tipo de bronzeamento ou tonalidade de pele marcada por camiseta. Modo inadequado de se vestir para a praia ou piscina, ou com o equipamento inadequado. Comportamento tipo ‘estranho no ninho’ com: brincadeiras de rolar na areia; o local que escolhe para ficar na praia (perto de uma corrente de retorno); não observa as sinalizações de perigo; o sotaque; o modo como olha o mar com espanto; pessoas chegando à praia ou piscina em grupos grandes.
Dentro da água - Entra na água de forma estranha ou eufórico com brincadeiras espalhafatosas; escolhe a corrente de retorno para se banhar; nada com estilo errado; boiando na água; olha para areia ou borda constantemente; perde sua bóia e fica desesperado; brinca na água ou na corrente de retorno de costas para a onda; nada a favor da corrente lateral ou de retorno (perigo iminente); tem um comportamento assustado quando vem uma onda maior; tampa o nariz quando afunda a cabeça na água.
Sinais de uma vítima já se afogando - Expressão facial assustada ou desesperada; perdendo o pé na água, afunda e volta a flutuar em pé; onda encobre o rosto da vítima que olha para a areia; nada, mas não sai do lugar; nada contra a força da correnteza; nada em pé sem bater as pernas; o cabelo caindo na face; ou está de borco na água.
“Você pode salvar muitas vidas sem entrar na água, apenas use o bom senso reconhecendo potenciais vítimas. Oriente-as a se banhar próximo ao posto de salvamento e a obter informações, com o guarda-vidas, de como evitar o afogamento.”

Alarme (Solicitando Socorro) – Após reconhecer a necessidade de socorro, chame por ajuda ou peça a outro para fazê-lo (no Brasil, ligue 193 - Bombeiros), ou avise alguém antes de tentar qualquer tipo de socorro. Jamais tente socorrer a vítima se você não tiver treinamento prévio, ou se estiver em dúvida. Socorristas podem morrer junto com a vítima se estiverem despreparados.

Se você sabe nadar, mantenha-se atualizado realizando cursos que podem capacitá-lo a reconhecer, prevenir e agir em casos de afogamento.

Um comentário:

paulo disse...

realmente ! uns dias atrás eu correndo em uma rua paralela a um rio em Garuva SC cheguei a um local onde se reunem turístas e outros , onde avistei um masculino com objeto flutunate (galão de água mineral) todo contente,achei estranho aquele sorriso de alegria dele e parei para observá-lo,fiquei alongando pernas disfarçando ,quando derepente o objeto saiu de suas mãos e ao tentar ele nadar para pegá-la não conseguia e afundava ,quando mergulhei nadei e ele ainda consciênte ,orientei que iria rebocá-lo e pegar ele por trás pedi para não me agarrar e nadei até a margem GRAÇAS A DEUS CONSEGUI SALVAR O MESMO ,claro que a técnica é válida mas eu não corria nunca naquele trajeto e naquele dia fui direcionado para ir pra lá e consegui salvar o rapaz que era de guaratuba PR realmente se eui não tivesse pretado atenção em ele ser uma das definições de VÍTIMAS EM POTÊNCIAL ele não estaria mais vivo .
abraço irmão