segunda-feira, 5 de novembro de 2012

... é falso dizer que uma criança ao aprender a nadar torna-se menos suscetível a não se afogar?


CAMBIEMOS LA MENTALIDAD SOBRE LOS AHOGAMIENTOS
Luis Cortez Bosch – Botes Salvavidas de Valparaíso.

Sin embargo, hay algo en lo que si podemos participar. Es necesario un cambio de mentalidad en la percepción del problema, ya que muchas personas siguen pensando que se podría solucionar enseñando a nadar a todos los niños. En particular, todavía son muchos los padres que buscan un “seguro” contra accidentes acuáticos apuntando a sus hijos a cursos de natación, suponiendo que el dominio de ciertas técnicas puede evitar el riesgo de ahogamiento. Incluso algunas organizaciones, a mi juicio irresponsables, lanzan mensajes que pueden inducir a crear esta “falsa seguridad”. Los programas de actividades acuáticas para bebés y niños pequeños no han demostrado reducir el riesgo de ahogamiento y los padres no se deben sentir seguros por haber participado en este tipo de programas. Estos programas no se hacen para que los niños aprendan a sobrevivir de forma autónoma en el agua y aquellos que lo sugieren están engañando a los padres sobre las capacidades del niño y creando una falsa sensación de seguridad.


Mas, será mesmo que é falso dizer que uma criança ao aprender a nadar torna-se menos suscetível a não se afogar? Considerando o fato de que afogamento é definido como desconforto respiratório provocado pela submersão ou imersão em líquido; e, considerando o fato de que o sintoma do primeiro grau de afogamento é a tosse sem espuma. Poder-se-ia dizer que qualquer pessoa que aprende ou está aprendendo a nadar passa pela experiência de aspirar pequena quantidade de água e tossir dentro da água. Pode ser que ao se aprender a nadar uma pessoa sinta-se tão segura a ponto de se por em risco, mas este aspecto, penso, cabe aos educadores e responsáveis o fato de educar para prevenir e prevenir para educar. É notório observar vítimas de afogamento que pensam que sabem nadar a se afogar. Vítimas que devido às condições sociais ou falta de interesse não tiveram a oportunidade de ter ao seu lado um Profissional de Educação Física a lhe ensinar os fundamentos da natação, como o flutuar, o respirar, o mergulhar para pegar objetos ou mesmo o nadar de costas ou peito, por exemplo. Fato é que vivemos em um Planeta em que cerca de 70% da sua superfície é coberta por água (porcentagem esta que vem aumentando exponencialmente, em decorrência do degelo global) e que o ar atmosférico, devido ao seu aquecimento, passou a reter mais umidade, deflagrando com isso grandes tempestades, quando as condições são favoráveis, portanto acrescendo a precipitação não apenas nas áreas rurais, mas também nos espaços urbanos. Seria utopia desejar que todas as pessoas do mundo pudessem ou tivessem a oportunidade de aprender a nadar. É bem verdade que a maioria das pessoas acha que saber nadar é o suficiente para evitar um afogamento ou mesmo para ajudar alguém que está se afogando. Infelizmente, ser um exímio nadador e ter bom preparo físico não são garantias para ninguém sair de uma situação de perigo iminente. É claro que tais conhecimentos ajudam, mas só mesmo uma pessoa que conhece as técnicas de natação de resgate pode realmente enfrentar situações de perigo e pânico e conseguir escapar do risco de morte. Entretanto, para apreender as técnicas de resgate na água é necessário começar pelo início, ou seja, pelas escolas de natação. São nestes ambientes educacionais que o educador físico constrói conhecimentos e estabelece conexões entre a sua área de atuação e outras disciplinas.
Abraço,
Osni Guaiano

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

O que é o rala para ser o Guarda-Vidas?

Pensando em treinamento, quantos quilômetros o Mailson deve ter corrido para chegar em 4º lugar na maratona durante as olimpíadas? A palavra para descrever isto é: especificidade. Garanto a qualquer um desta discussão que o Mailson correu, se preparando para correr 42Km192m, centenas de quilômetros. Apenas se preparando, treinando!
Então, pensando em especificidade, o que é o rala para ser o Guarda-Vidas? Correr oito quilômetros em areia fofa, se preparando para correr 300 em velocidade para um socorro? Nadar alguns metros em alta velocidade ou alguns quilômetros para ampliar a resistência, melhorar o deslize entre outros fatores? Nadar submerso, 10, 20, 30, 40 mts se preparando para varar a arrebentação? Entrar no mar pequeno, médio e grande para preparar o corpo e a mente para enfrentar a dureza de um resgate? O que é o rala para preparar psicologicamente o Guarda-Vidas para enfrentar o mar bravio, quando até mesmo surfistas estão de olhos arregalados, ao observar um companheiro tomar um caldaço e a cordinha arrebentar? O que é o rala para o Guarda-Vidas que ao pular do helicóptero para resgatar uma vida se dá conta que o mar está dantesco? Mas, afinal, o que é o rala para o sujeito quer seja pela raça, técnica ou obstinação coloca a sua própria vida em risco por pessoas que jamais viu em sua passageira vida? Mas, afinal, o que é o rala para o Guarda-Vidas? Fazer algumas dezenas de flexões de braço (flexões de cotovelo) ou algumas dezenas de abdominais, barras, alongamentos, ginástica calistênica entre outros exercícios para enfrentar a dureza de entrar no mar bravio, quando não há moto aquática, bote inflável, prancha de surf-resgate, rescue tub ou nadadeira? A resposta está diretamente ligada ao treinamento do Mailson para conquistar o 4° lugar nas olimpíadas. Especificidade!! Todo o trabalho que visa especificamente o treinar para o serviço de guardar vidas no mar não é rala, mas o adestramento ao alto salvamento e o salvamento de terceiros. Porém, em pleno século XXI não é conveniente que o Guarda-Vidas coloque a sua própria vida em risco considerando a gama de conhecimento tecnológico a dispor do serviço de salvamento aquático no mar.

sábado, 31 de dezembro de 2011

O DIA 28 DE DEZEMBRO E A SUA RELAÇÃO COM O DIA DOS GUARDA-VIDAS NO BRASIL

Por: Osni Guaiano

A história da preservação humana tem seus primeiros passos com a origem do próprio homem sobre a Terra. Do desejo de sobreviver surge à necessidade de ampliar o conhecimento e este intuito deu origem a diversos meios de preservar a vida. O processo, que levou o homem a entender como e porque prevenir e ajudar a outros de sua espécie no meio aquático, durou milhares de anos.

Os primeiros registros da formação de uma equipe de salvamento no mundo data de cerca de 63 a.C a 14 d.C, criada pelo Imperador Augusto. Era composta por sete cortes de seiscentos homens. A esta “Armada Romana” eram outorgadas recompensas pelos atos de salvamento de cidadãos, recompensas que eram extensivas aos pais dos salvadores por terem procriado tais crianças. Séculos se passaram para que fossem registradas as primeiras tentativas para humanizar o conhecimento de salvar vidas na água no Brasil, em 1914.

Segundo estudos angeosofistas, parte da teologia que estuda os seres espirituais, o dia 28 de dezembro é um dos dias do ano protegido pelo anjo Damabiah, da hierarquia do Arcanjo Gabriel. Além de outras atribuições, este anjo domina sobre os mares, rios, fontes, expedições marítimas e construções navais, favorecendo com isso os marinheiros e pescadores.

No Brasil, coincidentemente, as primeiras atividades de salvamento aquático que se tem registro correram na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Foi de forma improvisada que o Governo do Estado do Rio de Janeiro procurou aproveitar alguns pescadores com suas canoas e botes para atuarem, ainda que de maneira empírica, na prevenção e salvamento de banhistas imprudentes.

No dia 28 de dezembro de 1970, curiosamente, a Brigada Militar encampou o serviço de Guarda-Vidas, com a primeira turma de policiais militares formados em Porto Alegre exclusivamente para o trabalho de guardar vidas no mar, que antes era de responsabilidade dos municípios, passando, desde então, a missão de salvamento no mar para o Estado.

Ampliar o estudo de salvar vidas torna-se importante ferramenta a partir do momento em que decorremos elementos que podem aperfeiçoar o ensino, de maneira a produzirmos cultura preventiva. Enfim, é prematuro afirmar que a comemoração do Dia dos Guarda-Vidas surgiu entorno do anjo Damabiah. No entanto, o breve conteúdo sugere que o dia 28 de dezembro tem alguma relação com o amparo aos homens que trabalham ou exercem alguma atividade voltada para o mar, no Brasil.


Referências:

- ANJOS CABALÍSTICOS – Damabiah. Net, Rio de Janeiro, dez. 2011. Disponível em: http://www.angeosofia.com/anjo-damabiah-65.php. Acesso em: 29 dez 2011.
- BASTOS, R. M. O guarda-vidas bombeiro militar como gerente principal do processo de salvamento no mar. Monografia do Curso Superior de Bombeiro Militar, CBRJ, 1998.
- GONZALÉZ, A. R. B. Natacion y salvamento. Montevideo: [s.n], 1996.
- GUAIANO, O. P. Elementos históricos de la prevención del ahogamiento en el Brasil. Previr, A Coruña, v. 7, n. 2, p. 23–28, ago. 2007.
- ONIR, M. Análise do processo de qualificação de salva-vidas: aproximação a um modelo ideal para Santa Catarina. Florianópolis, 2001. 142 f. Monografia do Curso de Pós Graduação “Latu Sensu” em Segurança Pública, Universidade do Sul de Santa Catarina, Florianópolis, 2001.
- PRATES, J. Histórico do dia do guarda-vidas. Net, Rio de Janeiro, dez. 2011. Disponível em: http://www.sobrasa.org/news/origem%20do%20dia_GV.htm. Acesso em: 29 dez 2011.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

HOMENS ou SEMIDEUSES: Uma breve reflexão

Por: Osni Guaiano

No princípio criou Deus os céus e a terra, mas a terra era sem forma e vazia. Havia trevas sobre a face do abismo! Porém, o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.

Deus disse: Haja luz; e houve luz. Daí, porque Deus viu que a luz era boa, Ele fez separação entre a luz e as trevas. Logo, disse Deus: Haja uma expansão no meio das águas, e haja separação entre águas e águas. E disse Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num lugar; e apareça a porção seca.

Assim, chamou Deus à porção seca Terra e ao ajuntamento das águas chamou Mares.

Mais adiante, disse Deus: Produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie, cuja semente está nela sobre a terra. Depois, disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos. E sejam para luminares na expansão dos céus, para iluminar a terra.

Desta maneira, surgiram grandes luminares: luminares maiores para governar o dia e luminares menores para governar a noite.

A seguir, disse Deus: Produzam as águas abundantemente répteis de alma vivente; e voem as aves sobre a face da expansão dos céus. Produza a terra alma vivente conforme a sua espécie; gado, e répteis e feras da terra conforme a sua espécie. E Deus os abençoou, dizendo: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei as águas nos mares; e as aves se multipliquem na terra.

Esta é a gênese dos céus e da terra quando foram criados.

Logo depois, disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.

E, esta é a fase de criação do homem na Terra.
- Deus criou a luz e o homem à energia elétrica.
- Deus expandiu a Terra e o homem inventou arranha-céus.
- Deus criou as águas e o homem represou rios.
- Deus criou as aves e o homem às aeronaves.
- Deus criou os animais marinhos e o homem os submarinos.
- Deus com o seu sopro fez do barro vida.
É! Realmente, nós não somos deuses!! Porém, como semideuses utilizamos o nosso fôlego para trazer da morte um corpo a vida. - Nós desenvolvemos a capacidade de darmos a um corpo sem vida uma nova oportunidade.

Este dia de hoje é dedicado aos Profissionais Guarda-Vidas, desta Nação e do mundo, os quais têm contribuído para que milhares de pessoas, todos os anos, tenham nova oportunidade de vida. Dia dos heróis anônimos que guardam vidas ao colocarem a sua própria vida em risco por pessoas que jamais conheceu na sua própria história.

A você guarda-vidas, herói anônimo, semideus, o nosso, o meu Muito Obrigado.
Este é o seu dia, Guarda-Vidas... Este é o nosso dia!

FELIZ DIA DO GUARDA-VIDAS!!

Fonte inspiradora
A BÍBLIA Sagrada. Gênesis. Traduzida para o português por João Ferreira de Almeida. ed. 2. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993.